O Anel Ferroviário da Grande São Paulo

O tal do Ferroanel é uma discussão que já tem tempo, pelo menos uma década pelos documentos que eu vi até o momento, mas parece que não anda nunca. A justificativa dele é semelhante ao Rodoanel, desviar fluxos que não precisam passar pela Região Metropolitana de São Paulo.

Eis que eu estava lendo o livro “Integração dos Transportes Rodoviários”, do engenheiro da primeira equipe do Metrô, Frederico Assis Pacheco Borba (livro de 1971), e eu me deparo com um outro projeto de Anel Ferroviário, um pouco menor, mas talvez condizente com a cidade naquela época. Este projeto também visava mais a integração entre os trens de passageiros, e não apenas o transporte de cargas.

O autor descreve no item Estado Atual da Obra “O trecho entre Jurubatuba e Mauá, ligação da Sorocabana com a Santos-Jundiaí, será construído pelo Govêrno do Estado e administrado pela Estrada de Ferro Sorocabana, que está processando as desapropriações de terrenos, tendo empreitado as sondagens necessárias”, “já foram expedidos decretos declarando de utilidade pública para fins de desapropriação terrenos necessários ao Anel Ferroviário (setor sul) nos municípios da Capital e de Diadema” (BORBA, 1971 pp.43). A impressão é de que as obras já estão sendo encaminhadas, o que sabemos hoje, 40 anos depois, não ocorreu.

BORBA, Frederico A. P. – Integração dos Transportes Rodoviários – Fator Básico de Desenvolvimento. Ministério dos Transportes, Rio de Janeiro. 1971

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