Participei na última terça, 25 de Janeiro, da 3° edição do World Bike Tour (WBT) São Paulo. Cerca de 7000 pessoas pedalaram um percurso de 10km na região da Marginal Pinheiros, com partida na Ponte Estaiada e chegada na USP, num trecho interditado excepcionalmente para o evento.

O WBT teve como principal propaganda o incentivo ao uso de bikes (meio de transporte menos poluente), seja distribuindo-as aos inscritos, seja chamando atenção por meio da pedalada coletiva em plena marginal. Tudo, obviamente, nas suas devidas proporções. Como em todo grande evento, surgem diversos pequenos problemas por toda parte.
Minha participação/inscrição consistiu, resumidamente, numa grande aventura pelas seguintes etapas:
-Inscrição on-line aberta às 00h do dia 1° de Janeiro de 2011;
-Pagamento de inscrição (R$180) alguns dias depois;
-Retirada do “kit ciclista” no CEPEUSP no dia 21;
-Retirada da bike/mochila e pedalada de 10km no dia 25.
Presenciei um falatório de um participante indignado, irritado com a enrolação/dificuldade no longo processo de inscrição (citado acima), e com a ausência de banheiros e de água potável na linha de chegada. Não acho q ele esteja errado, mas também não há como esperar muito mais de um evento que tenta beneficiar 7000 pessoas. No fim das contas (obviamente, opinião de quem participou), posso até dizer que o saldo do evento é mais positivo do que negativo.
Após a pedalada, um momento de contradição: via-se inúmeros ciclistas guardando suas recém adquiridas bikes em seus veículos automotores. O motivo? Especularei alguns dos mais prováveis: cansaço, ausência de ciclovias, distância muito longa a ser percorrida, ausência de malha ferroviária e/ou preguiça. Seja o que for, isso demonstra que a infra-estrutura que a cidade proporciona aos ciclistas ainda não é satisfatória.
postado por Heitor

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Posso ser pessimista, mas acredito que 80% dos beneficiados com o bike tour não vão utilizar a bike como meio de transporte e, sim, como forma de lazer aos finais de semana o que, entretanto, não é de todo modo ruim.
A bicicleta ainda é anunciada como veículo de recreação e lazer, pois a malha metroferroviária só a aceita nos finais de semana e a ciclovia da usp só funciona aos domingos.
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